sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Então tá... Aí vai tudo o que sei sobre Traveling Wilburys

Pensei, pensei, e achei melhor terminar com o mistério: eu ainda não escrevi nada sobre Traveling Wilburys porque... porque... eu não sei NADA sobre Traveling Wilburys!!! Pronto!

Bom, sei alguma coisinha, mas acho que nem encher um post eu consigo.

Uma coisa que sei (e todo mundo sabe) é que Beatles é uma fonte inesgotável de referências musicais. É um caso à parte. Basta olhar. George Harrison, sua terceira força (terceira, veja só) foi o ator principal de milhares de coisas boas nos anos setenta (para quem duvida, ouça o álbum All Things Must Pass e depois a gente conversa). Ele andava meio esquecido nos oitenta, com umas acusações de plágio, umas histórias de adultério, traição e outras manchetes de jornal B, mas continuava sendo um Beatle, e isso não é pouco, não.

Aí eu comecei a ouvir no rádio de meu Voyage velho (logo depois roubado e nunca mais recuperado) a música"I've Got My Mind Set On You", uma balada sessentista e alegre, algo que realmente valia a pena e fazia de novo jus a George Harrison. O álbum era Cloud Nine, e fiquei esperançoso de que o cara havia voltado e de que a lacuna deixada pela morte do primeiro Beatle poderia finalmente ser parcialmente preenchida.

Não passou muito tempo e comecei a ouvir outra música com o mesmo pique. Mas tinha um "problema": O George Harrison cantava até um pedaço, depois entravam outras vozes se revezando. Uma delas parecia muito com a voz do Bob Dylan. Uma outra voz bem grossa eu tinha certeza que já tinha ouvido. Lembro ao leitor, uma vez mais, que nessa época (89, 90) não havia internet, e portanto cabia estudar. Mas as fontes eram pobres. Bizz, uns jornaizinhos mequetrefes de música, o que mais? Uma droga.

A música, "Handle With Care", trazia como intérpretes uns tais de Traveling Wilburys, uma banda composta por cinco sujeitos com sobrenome Wilbury. Se eu tivesse de imediato achado o álbum bastaria olhar a capa para saber que um deles era mesmo o George Harrison, e outro era mesmo o Bob Dylan. Então os nomes eram pseudônimos e provavelmente faziam parte de uma brincadeira. O sujeito com voz operística era Roy Orbison, alguém que naquele momento estava fora de meu espectro de conhecimento, mas que eu acabaria por conhecer melhor em 1990, na trilha sonora de "Uma Linda Mulher" com a música "Pretty Woman", um de seus maiores sucessos nos anos 60. Só que quando eu conheci "Pretty Woman" Roy Orbison já havia nos deixado (ele morreu ainda em 1988, logo após a gravação do disco Traveling Wilburys Vol. 1). E
havia ainda outros dois. Tom Petty, que eu desconhecia, e Jeff Lynne, que eu só conhecia através de sua banda ou ex-banda, Electric Light Orchestra, que eu, particularmente, não gostava. Mas os outros três valiam a pena. Valiam tanto que valem um segundo post. Dois posts de Traveling Wilburys?

2 comentários:

Américo Costa disse...

Qualquer colecionador de rock, falando de Bob Dylan, tem também de falar de sua imagem recatada e um tanto austera até! E isso se vê nos shows ao vivo e nos vídeos, como é o caso desse "Most Likely You Go Your Way (And I'll Go Mine)" que eu deixo para você curtir:
http://cotonete.clix.pt/quiosque/artistas/videos.aspx?id=3394

Wilson Eduardo Cruz disse...

Américo, muito obrigado pela lembrança! Acho que Bob Dylan dá um post inteiro, não é mesmo? Posso lembrar claramente de minha opinião quando pela primeira vez ouvi, no colégio, um grupo de garotos cantando Blowin' in the Wind num canto. E também do impacto de ouvir alguns de seus discos dos 60 e 70. Acho que vai para o backlog de posts!